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O erotismo chinês em Hong Kong

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O erotismo chinês em Hong Kong

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Uma coleção de obras eróticas chinesas pode ser vista pela primeira vez em Hong Kong.

Após a revolução cultural de Mao Tsé-Tung nos anos 60, este tipo de espólio deixou de circular publicamente na China.

O dono da coleção, Ferdinand Bertholet, afirma que um dos objetos mais importantes para compreender o erotismo chinês é uma pequena sapatilha do século XIX.

“É um pouco estranho porque olhando para as pinturas vemos que há elementos bastante explícitos e há um corpo nu em cada uma delas mas o que nunca se vê é um pé nu, isso não se fazia”, explicou o colecionador.

A filosofia taoista chinesa aborda o sexo de uma forma muito diferente da das correntes de pensamento ocidentais.

“Os chineses não têm os mesmos obstáculos que os cristãos. Não têm a ideia do pecado. Isso não significa que sejam completamente livres mas o taoismo foi importante para os chineses. Segundo a filosofia taoista o homem só pode ser feliz se conhecer as boas formas de praticar o sexo”, acrescentou Ferdinand Bertholet.

Por enquanto, a exposição não será exibida no resto da China. O dono da coleção teme que as peças sejam confiscadas pelas autoridades.

A mostra organizada pela leiloeira Sotheby’s pode ser visitada em Hong Kong até 3 maio.