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Estados Unidos estudam moratória para a pena de morte

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Estados Unidos estudam moratória para a pena de morte

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Os Estados Unidos vão ter de pronunciar uma moratória sobre a pena de morte – o que os abolicionistas aplaudem – ou retomar os velhos métodos – o que temem os defensores dos direitos do Homem.
A polémica é grande e vai agravar-se.

Dois condenados, que deviam morrer hoje, Clayton Lockett e Charles Warner interpuseram uma ação contra o Estado do Oklahoma por práticas alegadamente inconstitucionais.

Em ruptura dos stocks legais, que eram importados da Dinamarca e que deixou de exportar há três anos, o condenado Anthony Doyle, no Texas, já foi morto com uma solução de produtos estranhos…. que lhe causaram uma atroz agonia de 25 minutos até morrer.

E Dennis McGuire, condenado à morte em 1989, foi executado, no dia 17 janvier, com uma injeção de um desconhecido cocktail medicamentoso jamais testado.

Em janeiro de 2011, encerrou o único laboratório farmacêutico americano que fabricava os produtos legais.
Os executores começaram então a utilizar um produto que serve para eutanasiar os animais, o pentobarbital. Um laboratório dinamarquês acreditado pela Agência federal de controlo de medicamentos começou por o fabricar mas, posteriormente, cedeu às pressões europeias e recusou esta utilização em julho de 2011. Para contornar o problema, alguns Estados apelaram a farmacêuticos para o fabrico de produtos não aprovados, nem controlados a nível nacional, por isso agora se fala em moratória.

Depois do restabelecimento da pena de morte em 1976, 1376 condenados foram executados. 3088 esperam nos corredores da morte.

Quanto aos métodos, o preferido sempre foi a injeção letal, mas há Estados em que são autorizados outros meios, como a cadeira elétrica, câmara de gás, enforcamento e mesmo um pelotão de execução como na guerra civil.

Há Estados,como o Missouri, que já estão a estudar novas possibilidades devido a esta penúria de barbitúricos.