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Rússia: Medvedev minimiza danos de mais sanções internacionais

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Rússia: Medvedev minimiza danos de mais sanções internacionais

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A Rússia não está preocupada perante a ameaça de ser alvo de mais sanções internacionais oriundas do ocidente. O eventual agravamento das sanções partiu dos Estados Unidos, por alegado incumprimento russo das exigências do acordo estabelecido também com a União Europeia, em Genebra, na semana passada, com vista a solucionar a crise na Ucrânia.

Numa estratégia já conhecida em tempos de crise, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo considera que este é, aliás, o momento ideal para novas oportunidades. Entre elas, especificou Dmitri Medvedev num discurso em pleno parlamento russo, um dos caminhos será encontrar novos clientes a oriente para a exportação energética, a qual poderá vir a ficar reduzida a ocidente, embora o diplomata considere “um bluff” o eventual aumento da importação pela UE de gás norte-americano para reduzir a dependência da Rússia neste setor.

“Estamos interessados em diversificar as exportações. Agora mais do que nunca. Por isso, estamos a implementar soluções para exportamos gás e petróleo para países asiáticos e no Pacífico. Sobretudo para a China, mas também para o Japão e outros países”, afirmou Medvedev.

O acordo de Genebra parece estar a ter também pouco impacto na melhoria de relações entre Moscovo e Kiev. A mesma ameaça de mais sanções norte-americanas levou, entretanto, a Rússia a responder esta terça-feira com a eventual, e já referida anteriormente, aplicação à Ucrânia de um sistema de pré-pagamento na venda de gás.

Moscovo exige que Kiev pague as facturas em atraso, face ao fornecimento de gás à Ucrânia. Nas contas russas, a dívidia ucraniana – agravada pelo recente “aumento”: http://pt.euronews.com/2014/04/01/kiev-paga-mais-por-gas-russo/ e posterior suspensão dos descontos negociados há alguns anos entre os dois países – já somam cerca de 1,4 mil milhões de euros.

Em marcha estão também retaliações não especificadas de Moscovo contra a VISA e a MasterCard, por ambas as empresas de crédito se terem associado às sanções internacionais à Rússia e bloqueado algumas transações comerciais.

Com a Rússia a ter já em desenvolvimento um sistema de crédito alternativo, Medvedev considera que a atuação das duas empresas “é sem dúvida uma violação dos acordos existentes com estes sistemas de crédito”. “Acredito que isto não pode ficar impune”, acrescentando ter sido, porém, esta conduta a servir de estímulo à criação de um sistema alternativo de pagamentos a crédito.