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Bangladesh: O têxtil vai nu

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Bangladesh: O têxtil vai nu

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Um ano depois do desmoronamento do Rana Plaza, pouco mudou na indústria têxtil do Bangladesh, que continua a alimentar as grandes marcas mundiais graças a salários tão miseráveis como as condições de trabalho, nomeadamente ao nível da segurança.

Algumas vítimas da tragédia, que matou mais de 1100 pessoas, receberam agora as primeiras indemnizações. Mas há quem ainda esteja à espera de receber o corpo do familiar que perdeu na catástrofe.

Os que sobreviveram, não conseguem esquecer o terror por que passaram. É o caso de uma adolescente que esteve 17 dias soterrada nos escombros.

Reshma Begum afirma que ainda não consegue “tolerar a escuridão” no seu quarto, à noite. “A luz tem de estar sempre ligada”, caso contrário, a jovem de 20 anos entra em “pânico”, como se ainda estivesse presa no edifício.

O colapso do edifício provocou muitas declarações de intenções das marcas que vestimos todos os dias, mas um ano depois, pouco mudou.

A Organização Internacional do Trabalho criou um fundo para compensar as vítimas. Numa cerimónia no Bangladesh, um sobrevivente foi agora compensado com uma indemnização de 468 euros e está feliz: Vai poder montar uma loja num país onde se ganha menos de um dólar por dia, em média.

Um ano depois da tragédia são ainda raros os que estão dispostos a pagar mais para que a roupa que vestem seja fabricada em melhores condições.