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Portugal: Leilão de dívida marca última avaliação da "troika"

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Portugal: Leilão de dívida marca última avaliação da "troika"

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Portugal superou um verdadeiro teste do mercado. Pela primeira vez em três anos vendeu dívida não sindicada, isto é, sem apoio dos bancos, e a procura superou três vezes a oferta.

Lisboa vendeu 750 milhões de euros em títulos a dez anos. A taxa média foi de 3,57%, o valor mais baixo desde 2005. Um ponto positivo para o corretor do Banco Carregosa, João Queirós: “Atendendo às incertezas e à evolução observada, sobretudo, nos últimos três a quatro anos, e atendendo às principais incertezas sobre a evolução do crescimento, do nosso stock de dívida e a nossa capacidade para solver as nossas obrigações para com os principais credores, podemos considerar que esta taxa conseguida, 3,57%, foi bastante interessante”.

O leilão acaba por marcar a última avaliação da “troika”, que está em curso. Mas a poucas semanas do fim do plano de resgate, o governo ainda não revelou se pretende ou não recorrer a um programa cautelar. Na intervenção Conferência do jornal “Económico”, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho respondeu às críticas com ironia: “Nós ainda não concluímos a 12/a avaliação. Costuma-se dizer, ‘não devemos esfolar um coelho antes de o caçar’. Eu que estou aqui, e sou Coelho, não quero ser caçado antes de poder dizer ‘nós concluímos todos os exercícios do programa de ajustamento’. Falaremos da saída do programa quando o relatório da última avaliação estiver em cima da mesa”.

Entretanto, o Banco de Portugal revelou as últimas previsões. A economia inverte a tendência com crescimento do PIB de 1,2% este ano. Mas as fragilidades económicas persistem. Uma delas é o elevado nível de endividamento do Estado, empresas e famílias.