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Zona Euro: Défices recuam mas dívidas sobem

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Zona Euro: Défices recuam mas dívidas sobem

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Quando se trata de dívidas e défices Bruxelas não hesita em apresentar os bons e maus alunos. E os números do Eurostat não deixam margem para dúvidas: os défices públicos na zona euro recuaram em 2013, mas os europeus estão cada vez mais endividados.

Enquanto o Luxemburgo registou um excedente orçamental, no lado oposto está a Eslovénia. É o pais com o défice mais elevado. Atinge 14,7% do PIB. Segue-se a Grécia com 12,7%. Irlanda e Espanha estão em terceiro e quarto lugar, com défices na casa dos 7%.

Portugal é sétimo da lista, com um défice de 4,9% do PIB.

As contas públicas da zona euro beneficiaram com a melhoria do contexto económico. Mas não é o caso de todos os países. Por exemplo, a Grécia.

O país só deverá virar a página da recessão este ano. E mesmo após dois planos de resgate, uma restruturação histórica da dívida e muitas medidas de austeridade, os gregos estão entre os mais endividados.

Em 2013, a dívida helénica atingiu 175,1% do PIB. Mas, tendo em conta o tamanho da economia, é pior o caso da Itália, onde a dívida é de 132,6%. Portugal é terceiro com 129%. Surge depois a Irlanda com 123,7%.

Os casos da França e de Itália centram as atenções, já que se trata da segunda e terceira economias da União Monetária. Os dois países têm sido alvo dos avisos de Bruxelas. Roma e Paris procuram sanar as contas públicas e, ao mesmo tempo, impulsionar a economia. Mas a margem de manobra é cada vez menor.