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Alstom: Rumores reacendem "patriotismo económico" em França

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Alstom: Rumores reacendem "patriotismo económico" em França

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Reacende-se o patriotismo económico em França com a hipótese da Alstom se tornar norte-americana. Segundo a agência Bloomberg, a General Eletric está pronta a pagar mais de 13 mil milhões de euros pelo fabricante francês de “TGV” e de centrais nucleares.

A Alstom reagiu: Diz não está informada da oferta. Mas os rumores vão mais longe e apontam para um anúncio na próxima semana.

O certo é que na bolsa, a Alstom disparou cerca de 11% numa única sessão, atingindo os 27 euros na quinta-feira.

Apesar de ter salvo a Alstom há uma década, o Estado francês já não detém capital. Mas a venda teria implicações políticas.

A Alstom, de novo em dificuldades financeiras, opera em setores ditos estratégicos, como o da energia nuclear. A venda significaria abrir mão de mais um símbolo da indústria francesa.

Pierre Briançon, editor da Reuters, explica: “Estamos perante um governo, um novo primeiro-ministro, que tenta implementar o famoso choque desejado por François Hollande. Estão a tentar implementar reformas, a cortar nas despesas e nos custos laborais, estão avançar com políticas favoráveis às empresas. Seria difícil de aceitar em França”.

No poder há dois anos, o presidente François Hollande tenta relançar a economia, mas a falta de competitividade e os custos laborais têm sido apontados como obstáculos.

Além disso a Alstom emprega 18 mil pessoas em França e a questão do desemprego é tema quente no país.