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Pacto entre Fatah e Hamas complica esforços de paz

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Pacto entre Fatah e Hamas complica esforços de paz

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A assinatura de um pacto de unidade entre fações palestinianas rivais, a Fatah e o Hamas, está a ser criticada pela União Europeia, Estados Unidos e Israel.

Os três veem o Hamas como uma organização terrorista e acreditam que este acordo complica os esforços de paz.

Para o primeiro-ministro israelita, em conversa com o ministro dos negócios estrangeiros austríaco, é preciso fazer escolhas:

“Estamos a tentar relançar as negociações com os palestinianos. Mas sempre que chegamos a este ponto, Abu Mazen cria novas condições que ele sabe que Israel não pode aceitar. Então, em vez de alcançar a paz com Israel, procura a paz com o Hamas e ele tem de escolher. Ele quer a paz com o Hamas ou com Israel? Pode ter uma delas, não as duas”, explicou Benjamin Netanyahu.

Os palestinianos, quer na Cisjordânia, controlada pela Fatah, quer em Gaza, sob o domínio do Hamas, receberam com alegria este acordo:

“Sinto-me, francamente, feliz por eles terem chegado a uma reconciliação e espero que continuem a unir os dois lados e que acabem com o sofrimento do povo palestiniano em Gaza e na Cisjordânia”, desabafa um habitante de Ramallah.

“Estávamos à espera deste momento, da reconciliação, há muito tempo. Fomos divididos em dois estados, um em Ramallah e outro em Gaza. Isso não está certo, somos apenas um povo”, acrescenta um jovem de Gaza.

O acordo visa a criação de um governo de unidade, em cinco semanas. Mas os sonhos de reconciliação têm sido frustrados, repetidamente. Desde 2011, que os dois lados não conseguem implementar um acordo de unidade, mediado pelo Egito, sobre a partilha do poder.