Última hora

Última hora

Ucrânia: Guerra de palavras entre Washington e Moscovo

Em leitura:

Ucrânia: Guerra de palavras entre Washington e Moscovo

Tamanho do texto Aa Aa

Conforme prometido, um contingente de tropas americanas chegou à Polónia, para apoiar os países aliados do Báltico. Uma decisão tomada pela administração Obama como resposta à crise que continua a dominar a Ucrânia.

A troca de acusações continua. O ministro dos negócios estrangeiros russo acusa os Estados Unidos de estarem por trás do que está a acontecer na Ucrânia e garante que a Rússia defenderá os seus interesses:

“Se formos atacados vamos, certamente, responder. Se os nossos interesses legítimos, os interesses dos russos, forem atacados, diretamente, como aconteceu na Ossétia do Sul, por exemplo, eu não vejo outra maneira de agir para além de respondermos em conformidade com o Direito Internacional. O ataque a cidadãos russos é um ataque contra a Federação Russa.”

A guerra de palavras está na ordem do dia. Para os americanos a legitimidade está do lado de Kiev:

“Muitas das alegações que Lavrov fez na sua entrevista são ridículas e não se baseiam em factos, no que está a acontecer no terreno. As ações do governo ucraniano são uma resposta, legítima, das autoridades à ação armada ilegal e à tomada de edifícios em algumas cidades do leste da Ucrânia”, afirmou a Porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

No terreno continua a operação das autoridades de Kiev contra as milícias pró-russas, no leste da Ucrânia, mas sem grandes resultados.

Sloviansk é uma das localidades que continua sob influência destes grupos pró-Rússia. Nesta cidade há cada vez mais barricadas nas estradas, guardadas por homens armados.