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João XXIII, Papa da Bondade e Bom Pastor

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João XXIII, Papa da Bondade e Bom Pastor

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O corpo de João XXIII, o Papa da Bondade, está exposto ao público no interior da Basílica de São Pedro, na capela lateral próxima do altar de São Jerónimo, está dentro de um caixão de bronze e vidro. O público pode constatar o surpreendente grau de preservação do corpo de João XXIII, que não apresentou nenhum sinal de decomposição ou deformação, apesar de não ter sido embalsamado.

Angelo Giuseppe Roncalli, nasceu em 1881, sendo o terceiro de 14 filhos, no seio de uma família do campo, muito pobre e crente.
Fez o seminário, professou a regra da Ordem Franciscana Secular e, com uma bolsa de estudos da Diocese de Bérgamo, conseguiu ser aluno do Pontifício Seminário Romano. Doutorou-se em Teologia e teve uma carreira longa, de secretário, cardeal, defensor das ordens seculares e ecuménicas, diplomata….só aos 77 anos se tornou Papa, e era visto como um Papa de transição. Mas em menos de cinco anos marcou o futuro da Igreja Católica Apostólica Romana.

Tendo desde sempre um espírito de tolerância e de ecumenismo, João XXIII procurou cooperar e dialogar com outras crenças e religiões, nomedamente com os protestantes, os ortodoxos, os judeus, os anglicanos e com os xintoístas. Inaugurou uma nova era de relacionamento e diálogo judaico-católico.
Saiu do Vaticano – algo inédito – para visitar os doentes e os presos.

No seu curto pontificado, João XXIII convocou precisamente cinco consistórios, criando ao todo mais de 50 cardeais e quase duplicando o número de membros do Colégio dos Cardeais. A Turquia, estabeleceu relações diplomáticas com a Santa Sé durante o seu pontificado. Para tal, muito contribuiu a sua longa e exemplar estadia na Turquia, por isso ficou conhceido como Papa turco.

João XXIII inaugurou em 1962 um concílio ecuménico, que idealizou como um novo Pentecostes, um movimento evangélico dinâmico.
Este “bom pastor” faleceu de cancro no estômago, no dia 3 de junho de 1963, não chegando por isso a encerrar o Concílio Vaticano II.
O Vaticano reconheceu oficialmente a veracidade da cura milagrosa da freira italiana Caterina Capitani de um tumor no estômago, por intercessão de João XXIII, em 1966.
Com esse reconhecimento, ele foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II.
Quando morreu, vários prelados defenderam a canonização de João XXIII por aclamação conciliar, como se fazia antigamente na Igreja. primitiva. Acaba por ascender à Santidade com outro “Santo Subito”.