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Kiev acusa Moscovo de querer "terceira guerra mundial"

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Kiev acusa Moscovo de querer "terceira guerra mundial"

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A retórica belicista intensifica-se. O primeiro-ministro ucraniano acusou a Rússia de “querer lançar uma terceira guerra mundial” ao apoiar os separatistas no leste da Ucrânia. Arseni Iatseniouk apelou à comunidade internacional para se “unir contra a agressão russa”.

Em conselho de ministros, esta sexta-feira, o chefe de Governo interino declarou: “O mundo ainda não esqueceu a Segunda Guerra Mundial e a Rússia já quer lançar uma terceira.”

Já o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, acusou o Governo de Kiev de “crime de sangue”, um dia depois das tropas ucranianas terem feito vítimas mortais entre os separatistas de Slaviansk. “Eles estão a lutar contra a própria população. Isto é um crime de sangue e os que incitaram o exército a fazê-lo vão pagar e enfrentar a justiça”, lançou.

Por outro lado, Lavrov acusou os Estados Unidos de querer denegrir a Rússia, julgando o tom do homólogo norte-americano, John Kerry, “inaceitável.

O presidente norte-americano considera aplicar novas sanções contra Moscovo. De visita a Seul, na Coreia do Sul, Barack Obama anunciou que iria consultar os principais dirigentes europeus a propósito de um novo pacote de sanções. Washington considera que Moscovo não fez nada para aplicar o acordo assinado na semana passada em Genebra.

Face à troca de recados, Angela Merkel falou diretamente com Vladimir Putin. A chanceler alemã manifestou ao presidente russo a sua preocupação e disse esperar que o Governo russo trabalhe para a aplicação do Acordo de Genebra.

O documento foi assinado a 17 de abril entre Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Ucrânia, prevendo o desarmamento dos grupos ilegais e a evacuação dos edifícios públicos ocupados – tanto da parte dos separatistas no leste, quanto dos pró-ocidentais em Kiev. Washington e Moscovo acusam-se mutuamente de não aplicar o acordo.