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Liga Europa: Benfica bate Juventus e sonha com segunda final consecutiva

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Liga Europa: Benfica bate Juventus e sonha com segunda final consecutiva

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Tal como há 21 anos, o Benfica voltou, esta quinta-feira, a vencer na Luz a Juventus, por 2-1. Em 1993, disputavam-se os quartos-de-final da antiga Taça UEFA. Agora são as meias-finais da Liga Europa – a mesma competição, mas com moldes diferentes – e uma vez mais é o Benfica que sai na frente numa eliminatória que se vai agora decidir no palco onde a 14 de maio se vai jogar a final, o Estádio da Juventus, em Turim.

As “águias” carregam nas “garras” o sonho de não repetirem em Itália a derrota de 0-3 que há duas décadas lhes custou a presença nas meias-finais. A equipa de Jorge Jesus confirmou, aliás, ter capacidade de garantir pelo segundo ano consecutivo a presença na final da competição que há um ano perdeu para o Chelsea.

A viver um estado de graça que contrasta com as tragédias desportivas da época passada, depois de ter garantido há poucos dias o 33.o titulo português e num ano em que viu desaparecer duas das figuras mais emblemáticas do clube, Eusébio e Coluna, foi com determinação que o Benfica entrou em campo diante da Juventus. Logo aos 2 minutos, as “águias” foram premiadas. Canto da esquerda, por Sulejmani, Garay escapa-se a Bonucci e, de cabeça, o internacional argentino abriu o marcador.

O Benfica galvanizou-se, o público também e o guarda-redes da “vechia signora” Gianluigi Buffon teve de estar atento para não deixar o Benfica alargar a vantagem. Surpreendida, a Juventus demorou a encontrar-se e nem mesmo Pirlo parecia perceber bem o que se passava. Os italianos, contudo, souberam organizar-se e aos poucos começaram a acercar-se da baliza de Artur, que também passou a ser um dos protagonistas do jogo.

Já na segunda parte, num lance de insistência, o colega de seleção de Garay, Carlitos Tevez, furou pela defensiva encarnada, sentou Luisão e fez o empate. O Benfica não se encolheu. Impulsionado pela crença dos adeptos, que não pararam de puxar pela equipa, o Benfica viria a chegar ao triunfo. Um golaço de Lima após simulação de Ivan Cavaleiro, o terceiro português a pisar o relvado da Luz nesta partida (André gomes foi titular e André Almeida tinha entrado pouco antes). Buffon nada podia fazer face ao “míssil” de Lima.

O Benfica venceu, está na frente da eliminatória, mas tudo está ainda em aberto. Com o golo marcado nesta primeira mão, à Juventus basta uma vitoria por 1-0 em casa para carimbar a presença na final. Como se lê, contudo, em alguns cartazes dos adeptos portugueses, as águias “acarditam” que o episódio de há 21 anos não se repetirá. Até porque a história joga a favor dos portugueses: em cinco confrontos oficiais já registados com a “Juve”, o Benfica venceu quatro.

Trio lusitano vence compatriotas de Valência
Beto, Daniel Carriço e Diogo Figueiras alinharam os 90 minutos da vitoria em casa do Sevilha sobre o Valência, que teve João Pereira no “onze” igualmente todo o encontro e Ricardo Costa no banco.

Carrasco do FC Porto nos quartos-de-final, o Sevilha entrou nervoso e até começou por sofrer um pouco. Num lance duvidoso, por aparente fora-de-jogo e após intervenção de Carriço, o camaronês Stéphane Mbia abriu o marcador.

O golo galvanizou os andaluzes, que logo depois chegaram ao segundo, por Carlos Bacca, e passaram a controlar a partida. O treinador do Valência operou mudanças na segunda parte e a equipa reagiu bem. Beto tornou-se, nesta fase, num dos heróis do Sevilha, ao realizar algumas defesas decisivas.

A derrota, contudo, não é novidade para os valencianos. Nos quartos-de-final, a equipa de João Pereira e Ricardo costa perdeu 0-3 na primeira mão, em Basileia, e depois, no Mestalla, conseguiu a “remontada”, com um triunfo, por 5-0, já no prolongamento. A vantagem está, porém, do lado do Sevilha.

Os jogos da segunda-mão estão marcados para quinta-feira, dia 1 de maio.