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OMS tenta perceber multiplicação de casos de coronavírus no Golfo Pérsico

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OMS tenta perceber multiplicação de casos de coronavírus no Golfo Pérsico

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A Organização Mundial de Saúde está a colaborar com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para tentar perceber as causas da recente multiplicação de casos de contaminação por coronavírus nos dois países do Golfo Pérsico.

A maior parte das mais de 90 infeções detetadas no território saudita este mês registou-se em profissionais de saúde de Jeddah, o que chegou a motivar o fecho provisório dos serviços de urgências do principal hospital da cidade costeira.

A OMS contabiliza 93 mortes desde que o vírus apareceu em 2012.

No Dubai, o doutor Ram Mohan Shukla, especialista em doenças infecciosas, explica que “a maioria dos casos detetados são de pessoas que já sofriam de outras doenças, mas não se sabe como é que estão a ser infetadas. Quando vêm ao hospital, ou em casa, aquelas pessoas com as quais têm um contacto prolongado podem ser infetadas, mesmo que não sofram de uma forma crónica”.

A OMS ofereceu-se para enviar peritos aos dois países para tentar determinar a cadeia de transmissão da chamada Síndrome Respiratória do Médio Oriente.

No Dubai, uma jovem queixa-se das autoridades, dizendo que “deviam oferecer mais informação sobre as medidas de segurança e proteção”.

Embora a origem exata continue desconhecida, as pesquisas revelaram sinais de presença do coronavírus num grande número de dromedários do Médio Oriente.

O correspondente da euronews, François Chignac, diz que “se os estudos concluírem que os dromedários são a origem do vírus, isso pode abalar culturalmente o Golfo Pérsico, onde os dromedários são criados como animais domésticos e usados em corridas que, do mês de setembro a março, constituem uma das principais tradições desportivas da região”.