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Alegria e revolta na canonização de João Paulo II

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Alegria e revolta na canonização de João Paulo II

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O Vaticano ultima os preparativos para a cerimónia de canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, que decorre domingo.

Os dois antigos pontífices serão proclamados santos pelo papa Francisco, numa cerimónia que decorre no átrio da Basílica de São Pedro e que vai ser concelebrada por cerca de mil cardeais e bispos.
De acordo com as autoridades de Roma, são esperados pelo menos 800 mil peregrinos.

Da Polónia já partiu, na sexta-feira, um grupo de padres motoqueiros rumo à capital italiana. Vestido de cabedal, da cabeça aos pés, só o cabeção denuncia a condição de sacerdotes.

Se por um lado reina a alegria, por outro reina a revolta e indignação. As famílias das vítimas de abuso sexual de menores por sacerdotes não escondem o desagrado pela canonização do papa polaco.

“Não sabemos se João Paulo II não sabia, ou não queria saber, mas muitas pessoas ao longo de décadas tentaram avisá-lo sobre o problema enorme do abuso sexual de menores no seio da Igreja Católica. Em 27 anos ele não fez nada sobre isso, nem um único bispo foi demitido por cobrir e proteger os criminosos sexuais”, assegura Miguel Hustado, da Rede de Sobreviventes de Vítimas de Abusos de Padres.

No domingo estarão presentes várias personalidades mundiais. A representar a União Europeia, Durão Barroso e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. A representar Portugal o ministro dos negócios estrangeiros, Rui Machete.