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Morte de Vilanova arrasa Barça e presidente pede reação

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Morte de Vilanova arrasa Barça e presidente pede reação

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Barcelona está de luto. A cidade, mas sobretudo o clube e a equipa de futebol. Há um ano e já a meio de uma duríssima guerra pela vida contra um cancro na glândula parótida, Tito Vilanova conduziu o clube àquele que, até ver, é o último título conquistado pela primeira equipa do Barcelona. Agora, aos 45 anos, o treinador perdeu a derradeira batalha contra a doença.

Carles Puyol, o capitão de equipa, expressou à televisão oficial do Barcelona a dor que se abateu sobre o balneário “blaugrana”: “É um momento duríssimo. Foram dois e meio de luta em que Tito foi um exemplo para todos. Ele lutou até ao último dia, até ao último momento, sempre com uma cara positiva, com força. Quando falávamos com ele, sempre nos deu ânimo para lutar porque havia coisas muito importantes a ganhar. Como referi, foi um exemplo para todos nós e este é um dia muito triste.”

O presidente do Barcelona pede à equipa uma reação seguindo o exemplo de luta do treinador campeão. “Tito foi uma pessoa muito responsável, tinha muita energia. Devemos aproveitar a energia que nos passou e seguir em frente. Temos aproveitar o que aprendemos com ele e usar isso em prol do futuro do clube”, apontou Josep Maria Bartomeu.

Em Camp Nou, o clube decretou três dias de luto, colocou as bandeiras a meia haste e montou um género de altar para homenagear o atual treinador campeão de Espanha. À entrada, numa frase gigante lê-se em catalão “Tito par sempre etern”. No interior, junto à tribunal principal do estádio, uma fotografia em tamanho real rodeada de coroas de flores serve de altar. Por ali passaram logo pela manhã, visivelmente arrasados emocionalmente, os jogadores do plantel e o atual treinador da equipa, o argentino Tata Martino, para expressar um simbólico e silencioso adeus a Vilanova. Foram seguidos pela direção do clube, liderada por Bartomeu. Houve quem não conseguisse conter as lágrimas.

De Munique, surgiu uma mensagem de pesar em catalão por parte do Bayern, o clube agora treinado pelo catalão Pep Guardiola, o responsável pela entrada de Vilanova na equipa técnica principal do Barcelona na época de 2008/09. Os jogadores bávaros, que receberam e golearam (5-2) o Werder Bremen em jogo a contar para a Liga alemã, subiram ao relvado com fumos negros num dos braços.

No final do jogo, Guardiola recordou o ex-adjunto e amigo: “Quero dar os meus pêsames ao seu pai Joaquim, à sua mãe Maria Rosa, à sua mulher Montse, à sua filha Carlota e ao seu filho Adrián. Os pêsames são também dos meus pais, da minha família e dos meus irmãos. Éramos muito jovens, queríamos conquistar o mundo e conquistámos. Só posso dizer que a tristeza que sinto me vai acompanhar por toda a vida”. Guardiola e Vilanova trabalharam juntos quatro épocas, conquistando as mais importantes competições de clubes do mundo e colocando a equipa “blaugrana” a jogar de uma forma considerada única e por muitos eleita como a melhor de sempre, o famoso “tiki taka.”

Para segunda-feira, ao final do dia, está marcado o funeral de Tito Vilanova, numa cerimónia privada por pedido expresso da família, precedida de uma missa a realizar na Catedral de Barcelona.