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Museu mantém vivo massacre em Tiananmen

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Museu mantém vivo massacre em Tiananmen

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Abriu portas, em Hong Kong, o primeiro museu mundial dedicado ao massacre na Praça de Tiananmen, em Pequim. A inauguração ocorre a poucos dias se completarem 25 anos sobre a revolta estudantil que terminou com mais de mil mortos.

Um período da história ignorado por muitos chineses.

“Aqui apreendi como era o dia-a-dia dos estudantes. Antes não sabia nada sobre isso. Pensava que os estudantes estavam a perturbar a ordem pública, algo que na altura considerei inapropriado. Mas agora sei que isso não é verdade e que os estudantes estavam a lutar pela democracia e pela liberdade” refere Kitty Kau, residente em Hong Kong.

Na noite de 3 para 4 de junho de 1989, os soldados do Exército de Libertação Popular dispararam, indiscriminadamente, sobre milhares de manifestantes. Uma ação que antigos militares continuam a defender.

“A aliança entre os Estados Unidos e Hong Kong permitiu que fossem enviados mantimentos para a China. Esta situação alimentou os tumultos que se espalharam por todo o país. Se o governo não tivesse posto um ponto final nos protestos, hoje a China não existiria” refere um antigo soldado chinês.

Os antigos militares contestam a abertura do museu e lembram que em Tiananmen não morreram apenas estudantes, mas também soldados.

Criticas à parte, muitos chineses marcaram presença na inauguração na tentativa de conhecer o outro lado da história.