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A economia europeia pela voz dos candidatos à Presidência da Comissão Europeia

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A economia europeia pela voz dos candidatos à Presidência da Comissão Europeia

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Pela primeira vez, os candidatos à presidência da Comissão Europeia debateram as suas posições sobre as questões que preocupam a Europa.

Ska Keller, do Partido Os Verde Europeu, Guy Verhofstadt, da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, Jean-Claude Juncker, do Partido Popular Europeu e Martin Schulz, do Partido Socialista Europeu apresentaram a sua perspetiva sobre questões como a economia europeia:

“O maior problema para as empresas que criam o maior número de empregos nos países com maior taxa desemprego, como Espanha, Portugal ou a Grécia é que as pequenas e médias empresas têm problemas em conseguir crédito. Gostaria de sugerir um programa de crédito, para médias e pequenas empresas, liderado pela União Europeia, os jovens devem ser privilegiados em relação às taxas de juro ou na duração dos empréstimos”, afirmou Martin Schulz.

“Precisamos de investir no futuro. Investir nas coisas de que a sociedade precisa, como a transformação da nossa economia, tornando-a mais verde para que possamos também travar as alterações climáticas, investindo em coisas como a educação e o serviço de saúde, porque isso é benéfico para a sociedade. Mas também criar empregos de qualidade porque não basta criar empregos, as pessoas precisam de empregos que lhes permitam viver, que lhes tragam perspetivas e não empregos que as explorem”,explicou Ska Keller.

“Sou a favor de se investir mais no mercado digital, mais no desenvolvimento do mercado interno, que traz um valor acrescentado de 500 mil milhões de euros à Europa e sou a favor de uma luta europeia contra o dumping social é por isso que defendo, há muitos anos, um salário mínimo legal em todos os 28 países da União Europeia”, adiantou Jean Claude Juncker.

Do público que assistia ao debate surgiu a questão: Como podem garantir-nos que vão ser capazes de cumprir as propostas económicas quando o poder de decisão, real, está nas mãos do Conselho Europeu, e não da Comissão? A resposta coube a Guy Verhofstadt:

“É preciso um presidente na Comissão que tenha uma visão de futuro, que conduza a Comissão Europeia e que use o direito de iniciativa. Precisamos de ter propostas e um pacote legislativo em cima da mesa do Conselho e não é isso que está a ser feito, o que Barroso está a fazer. Primeiro ele telefona para Paris, depois para Berlim. Na verdade é o oposto, primeiro Berlim, depois Paris e só quando tem luz verde, de ambos, toma a iniciativa. É muito pouco e vem tarde. Precisamos de um governo europeu, uma Comissão Europeia que toma a dianteira.”

Alexis Tsipras, do Partido da Esquerda Europeia declinou o convite para participar neste debate.