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Primeiro ministro australiano admite que o Boeing desaparecido não seja encontrado

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Primeiro ministro australiano admite que o Boeing desaparecido não seja encontrado

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Buscas do Boieng desaparecido das linhas aéreas da Malásia entram em nova fase, com as autoridades australianas a admitir pela primeira vez a possibilidade de o avião não vir a ser encontrado.

Frustrados os esforços de encontrar destroços a flutuar, as buscas aéreas vão agora dar lugar a operações com sondas submarinas, focadas numa área mais alargada do oceano Índico, informou esta segunda-feira o primeiro ministro australiano.

Admitindo ser possível que o avião nunca venha a ser encontrado, Tony Abbott explicou que deixou de ser provável detetar destroços a flutuar:
“É altamente improvável que venhamos a encontrar destroços à superfície. Nesta etapa, 52 dias depois do início das buscas, os detroços estão alagados e presos no fundo do oceano.”

Nestas buscas que já são as mais dispendiosas na história da aviação, a Austrália está a ser apoiada pela Malásia, China, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Inglaterra e Estados Unidos.

As operações têm sido concentradas numa área de dez quilómetros quadrados. Segundo o chefe de governo australiano, as buscas vão agora ser expandidas a uma área de 700 por 80 quilómetros, por mais oito meses, com um custo para a Austrália de 60 milhões de dólares.

Até agora conduzidas como operações militares, as buscas do voo MH370, desaparecido no dia 8 de março com 239 pessoas a bordo, vão ser confiadas, pela Austrália e pela Malásia, nesta nova fase, a empresas comerciais, informou Tony Abbott.