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França promete defender postos de trabalho da Alstom

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França promete defender postos de trabalho da Alstom

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O Governo francês quer que a Alstom, empresa que atua no domínio da Energia e do Transporte, analise com tempo as propostas da General Electric e da Siemens. No entanto, a Alstom manteve a reunião do Conselho de Administração prevista para esta terça-feira.

O ministro da Economia, Arnaud Montebourg, encontrou-se com os sindicatos preocupados com o futuro dos trabalhadores. A Alstom tem 93 mil empregados, dos quais 18 mil em França. A General Electric emprega mais de 300 mil pessoas, 11 mil das quais em território francês. 360 mil é o número de trabalhadores da Siemens, que tem 7000 empregados em França.

“Quer o predador seja americano, quer alemão, as duas opções significam o desaparecimento do grupo. O futuro será muito incerto para os trabalhadores e para as atividades do grupo”, disse Christian Garnier do sindicato CGT.

Os presidentes-executivos da General Eletric, da Siemens e da Boygues, acionista de referência da Alstom, foram recebidos, na segunda-feira, pelo presidente da República François Hollande, na companhia do ministro da Economia. Montebourg deu instruções ao Conselho de Administração da Alstom para garantir a igualdade entre as ofertas da GE e da Siemens. “O Governo usará os meios necessários para defender os interesses do nosso país”, sublinhou.

Em segredo, a Alstom estava em fase avançada de negociações com a GE, para ceder à empresa norte-americana a divisão de energia, mas a Siemens respondeu no domingo com uma proposta. Ofereceu dinheiro, uma parte da divisão de transportes e uma garantia para os trabalhadores em França.