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Keller, Verhofstadt, Juncker e Schulz apresentam argumentos para a presidência da Comissão Europeia

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Keller, Verhofstadt, Juncker e Schulz apresentam argumentos para a presidência da Comissão Europeia

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A euronews mediou o primeiro debate entre candidatos à presidência da Comissão Europeia.

Ska Keller, do Partido Verde Europeu, Guy Verhofstadt, da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, Jean-Claude Juncker, do Partido Popular Europeu e Martin Schulz, do Partido Socialista Europeu, expuseram as respetivas visões sobre os temas que servirão de pano de fundo para as eleições de 25 de maio.

Martin Schulz: “O problema com as eleições europeias é a tendência dos cidadãos para não as levarem a sério e, por isso, temos mais pessoas deste tipo no Parlamento Europeu. Para mim, com alemão, é inimaginável que um partido nazi possa sentar-se no próximo Parlamento Europeu e fazer, mais uma vez, propaganda pela ideologia de Adolf Hitler”.

A ascensão da extrema-direita na Europa e o crescente ceticismo não foram os únicos temas quentes do debate. A crise na Ucrânia também teve grande protagonismo.

Jean-Claude Juncker: “Aqueles que criticam a Europa por ter uma reação demasiado fraca, são os que querem entrar numa guerra, já que essa é a alternativa às sanções. Já chega de forças militares na Europa. Nós temos, como um poder brando, a capacidade para dialogar e colocar pressão sobre a Rússia.”

Guy Verhofstadt: “Putin não irá parar se vir uma União Europeia fraca, que não é capaz de lançar, já não digo sanções económicas, mas pelo menos sanções pessoais contra os círculos próximos de Putin. Nós não estamos a fazê-lo. Os Estados Unidos, por exemplo, estão a visar os oligarcas. Nós para já não temos a coragem de visar os oligarcas.”

A crescente tensão entre Moscovo e Bruxelas levanta dúvidas sobre as necessidades energéticas da Europa, argumento perfeito para a candidata ecologista defender a sua posição:

Ska Keller: “Acredito plenamente que devemos restringir a dependência energética da Rússia. É lamentável que o orçamento da União Europeia neste tipo de pesquisa – bem como no apoio a pequenas e médias empresas, exatamente em áreas de energias renováveis e eficiência energética – tenha sido reduzido pelos meus colegas aqui presentes.”

Na reta final do debate, os quatro candidatos foram convidados a apresentar, um por um, razões para merecer o voto de confiança dos cidadãos europeus.

Jean Claude Juncker: “Quero unir e reunificar a Europa. Oponho-me fortemente a novas linhas de divisão através da Europa; já existem divisões suficientes. Estou contra esta atmosfera europeia, em que se divide a Europa no norte e no sul… Temos de reunificar a Europa.”

Martin Schulz: “Quero devolver aos europeus Justiça e Equidade e mostrar que as instituições europeias existem para cuidar dos seus interesses pessoais, como cidadãos comuns. Quero uma Europa de cidadãos, não uma Europa de bancos e especuladores.”

Guy Verhofstadt: “Precisamos é de uma nova liderança na Europa, que rompa com as antigas receitas de conservadores e socialistas; conservadores que defendem o ‘status quo’ e socialistas que pensam que com novas dívidas podem sair da crise, o que é simplesmente a origem da crise.”

Ska Keller: “Nós, os Verdes, propomos uma Europa que se preocupa com as pessoas, que não é simplesmente uma Europa do mercado único, dos grandes negócios, mas sim uma Europa que se preocupa com os direitos sociais dos indivíduos.”
O aspirante do Partido da Esquerda Europeia, Alexis Tsipras, declinou o convite da euronews. Os candidatos voltam a enfrentar-se num debate final a 15 de maio, no Parlamento Europeu, em Bruxelas.