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Sanções à Rússia: UE e EUA com diferentes níveis de pressão a Moscovo

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Sanções à Rússia: UE e EUA com diferentes níveis de pressão a Moscovo

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Europeus e norte-americanos têm tentado, sem grandes evoluções, resolver a crise na Ucrânia. Do encontro de Genebra, há poucos dias, ficaram muitas intenções e poucas resoluções.
A chamada agressão russa na Ucrânia foi condenada, várias personalidades russas viram os vistos e bens que têm na Europa e Estados Unidos congelados.
Mas o nível de dependência de europeus e norte-americanos em relação à Rússia é bem diferente. Por isso, os analistas temem que o nível de pressão feita dos dois lados do Atlântico seja bem diferente.

O presidente norte-americano, Barack Obama garantiu que “o objetivo não é correr atrás de Putin. O objetivo é que mude de posição em relação ao que se está a passar na Ucrânia e às consequências para a economia russa.”

O presidente russo não se deixou impressionar e segue a guerra de palavras e provocações. A reação de Vladimir Putin foi imediata: “é uma tentativa de pressão com meios impróprios. Mas vamos sobreviver, vamos seguir em frente e encontrar outros parceiros.

Entretanto, esta segunda-feira em Bruxelas, os 28 embaixadores na União Europeia reuniram-se para decidir também uma nova vaga de sanções. Não apenas individuais mas também económicas. Mas a reunião foi sobretudo técnica e pouco política. Um sinal da resistência europeia em ir mais longe, apesar de todos os discursos em sentido contrário. Pia Ahrenkilde Hansen, porta-voz da Comissão Europeia afirmou: “consideramos que estas medidas suplementares estão a um nível apropriado tendo em conta que começam a ser preparadas novas medidas para uma possível fase 3”

Mais uma vez, os analistas duvidam que a tal fase três cheguem mesmo a entrar em vigor. Vejamos porquê:
Seis Estados-membros dependem entre 80 e 100% do gás russo.
Sete, entre 50 e 80%. A Alemanha importa 37% do gás que consome da Rússia.

Ou seja, neste contexto, qualquer avanço nas sanções económicas vai provocar divisões entre os europeus. Tanto do lado da União como do lado de Moscovo há muito dinheiro em jogo. Recorde-se que o bloco europeu é o destino de 70% das exportações de gás natural da Rússia.
Por isso, só os Estados Unidos estão numa posição que lhes permite ir mais longe em matéria de sanções.

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