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Ucrânia: Libertação de observadores depende de levantamento de sanções da UE

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Ucrânia: Libertação de observadores depende de levantamento de sanções da UE

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O autoproclamado Presidente da Câmara de Slaviansk, na Ucrânia, avisou, esta terça-feira, que enquanto a União Europeia não levantar as sanções não há diálogo sobre a libertação dos observadores da OSCE. Estes inspetores militares não faziam parte de uma missão específica mas tinha chegado a Ucrânia sob o auspício desta organização multilateral.

No terreno a situação é confusa, principalmente, para os habitantes.

“Sem dúvida que sou a favor de uma Ucrânia unificada. Honestamente, estou farto de tudo o que está a acontecer, o comércio parou, as pessoas têm medo de andar nas ruas, de sair, em geral. A maioria das lojas não está a funcionar. Gostava que tudo acalmasse, mas não de pertencer à Rússia. As coisas não ficariam melhores”, desabafa Danil, um jovem habitante desta cidade.

“Eu apoio, absolutamente, esta nova situação. Depois de ouvir o que dizem em Kiev agora, sou a favor até mesmo da separação da Ucrânia. Quando nos chamam de terrorista ou bandidos, todos os dias, isso é muito mau”, diz Sergei, outro habitante de Slaviansk.

O leste da Ucrânia continua um barril de pólvora. Esta terça-feira, cerca de 3 mil manifestantes pró-russos invadiram um prédio da administração regional em Lugansk.

Entretanto, o autarca de Kharkiv, baleado nas costas na segunda-feira, está estável e foi levado para um hospital no norte de Israel.

Gennady Kernes é um dos mais proeminentes políticos judeus da Ucrânia, ele apoiou os movimentos pró-Rússia mas recuou ao ser acusado de fomentar o separatismo.