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Alstom prefere a GE mas Governo francês não atira toalha ao chão

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Alstom prefere a GE mas Governo francês não atira toalha ao chão

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A empresa Alstom anunciou que prefere a oferta de aquisição da americana General Electric (GE), mas o Governo francês não se dá por vencido. O ministro da Economia pediu à Siemens para reformular a sua proposta tendo em conta os “interesses industriais e sociais franceses”.

Os sindicatos pedem ao Estado que preserve a integridade do grupo.

Os trabalhadores mostram-se preocupados com o futuro. “A cultural empresarial americana baseia-se na competitividade, o que coloca os empregados sob pressão”, afirmou um empregado da Alstom. “Se eu pudesse escolher, preferia que a Alstom continuasse a ser uma empresa francesa, com o centro de decisão em França”, disse outro trabalhador.

O Conselho de Administração da Alstom decidiu que um comité de administradores independentes vai examinar a proposta da General Electric durante um mês.

“Acho que a GE já tem isto alinhavado. Se a Siemens fosse para a frente com isto seria muito complicado, porque a empresa alemã e a Alstom teriam mais de 30% do abastecimento de energia, o que criaria problemas de monopólio”, realçou o analista Alastair McCaig.

A General Electric ofereceu 12,35 mil milhões de euros pela divisão de energia da Alstom. Se dentro de um mês, a empresa francesa optar por outra proposta, terá de pagar à GE uma indemnização de 1,5% do preço de aquisição.