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EUA: injeção falhou e condenado à pena capital morreu de ataque cardíaco

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EUA: injeção falhou e condenado à pena capital morreu de ataque cardíaco

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Um condenado à morte sucumbiu na terça-feira a um ataque cardíaco, na prisão de McAlester, no estado norte-americano de Oklahoma, cerca de quarenta minutos depois de o médico ter ordenado a interrupção da execução, quando a injeção letal provocou efeitos indesejados.

Como é habitual, estavam presentes representantes dos orgãos de comunicação social, que relataram o sucedido. Treze minutos depois de ter sido aplicada a injeção letal, Clayton Lockett começou a erguer a cabeça, em esgares que as testemunhas identificaram como sinal de sofrimento.

Um porta-voz da penitenciária explicou que provavelmente a rotura de uma veia impossibilitou o efeito esperado da injeção.

A execução de Clayton Lockett fora suspendida algumas semanas atrás, depois de ter sido iterposto pelos advogados um recurso para que fosse revelado que produtos são usados.

A execução de outro condenado, Charles Warner, que estava prevista depois da de Lockett, foi adiada por duas semanas.

Clayton Lockett, de 38 anos, foi condenado por violação, assassínio e rapto, cometidos em 1999. Disparou sobre uma adolescente que depois enterrou viva.
Charles Warner,de  46 anos, foi condenado por violação e assassínio de uma criança de onze meses, filha da sua companheira, em 1997.

Tem-se discutido muito nos Estados Unidos a aplicação de novas misturas de drogas mortais, nos estados onde continua em vigor a pena capital.

Os laboratórios farmacêuticos europeus têm-se mostrado cada vez mais renitentes quanto à utilização dos seus produtos nas execuções, enquanto os advogados dos condenados defendem que estes novos cocktails de drogas induzem sofrimentos que violam as disposições constitucionais sobre tratamentos cruéis.