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Iraque: Tensão em dia de legislativas

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Iraque: Tensão em dia de legislativas

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20 milhões de eleitores iraquianos são chamados às urnas, esta quarta-feira, para eleger um novo parlamento. São as primeiras legislativas desde a partida das tropas americanas, em 2011.

Uma eleição que acontece quando se vivem novos momentos de tensão e violência no país. Esta manhã, em Kirkouk, duas mulheres morreram na sequência da explosão de uma bomba, perto de uma assembleia de voto. Num bairro da periferia de Bagdade os eleitores escaparam ilesos a disparos de morteiro.

“Nós não queremos esta vida, somos contra o que está a acontecer, contra as explosões. Somos contra tudo isto. Espero que Deus pare as explosões e acabe com esta situação, para que possamos viver em paz”, desabafa uma iraquiana.

“Estas eleições são um novo casamento entre Iraque e iraquianos. Nós queremos mudar a nossa situação. Este é um objetivo e uma ambição, queremos que o Iraque continue no bom caminho e que não voltemos para trás”, diz um iraquiano.

Mais de um milhar de observadores internacionais, na sua maioria membros de delegações diplomáticas instaladas em Bagdade, acompanham o ato eleitoral. Para a ONU tudo decorrerá dentro da normalidade:

“A comissão eleitoral iraquiana conduziu, de uma forma muito profissional, a votação. Ela tem as habilitações necessárias e todas as forças políticas do país devem confiar que ela vai fazer o melhor possível para garantir que a eleição é realizada da forma mais adequada”, explica Nikolai Miladinov, enviado especial das Nações Unidas.

As eleições ocorrem num período delicado para o país e, naturalmente, para os iraquianos. Diferentes sentimentos dominam, hoje, os iraquianos. Uma mistura entre otimismo, em relação a um futuro melhor, mas também de medo de atentados-suicidas, nas assembleias de voto. Os iraquianos são um povo cansado das divergências políticas e que anseia pela mudança.