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Rússia apela ao diálogo entre Kiev e separatistas

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Rússia apela ao diálogo entre Kiev e separatistas

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A Rússia apelou esta quinta-feira ao diálogo entre as autoridades no poder em Kiev e os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

Paralelamente, um adido militar russo foi detido em Kiev, acusado de espionagem e declarado “persona non Grata”, tendo recebido ordem para abandonar a antiga república soviética.

De visita ao Peru, o chefe da diplomacia de Moscovo afirmou que a “Rússia acredita que um diálogo entre as autoridades em Kiev e os seus opositores pode ser estabelecido ou lançado no quadro da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Serguei Lavrov disse que o Kremlin tem “esperança” que os seus “parceiros ocidentais permitam que os ucranianos estabeleçam este diálogo sem qualquer impedimento de maior”.

Por causa da escalada da tensão, as Forças Armadas ucranianas foram colocadas em alerta máximo e, durante a madrugada desta quinta-feira, Kiev foi palco de um exercício militar.

O chefe da Guarda Nacional da Ucrânia recordou que o exército está a “operar em alerta de combate”. Uma decisão justificada porque, “com o aproximar das eleições presidenciais, obviamente, a tensão cresce. E também por causa da anexação da Crimeia e da situação que se vive no leste e no sudeste da Ucrânia, nas regiões de Donetsk e Lugansk onde a tensão é muito elevada”. Valeriy Heletey acrescentou que os “exercícios servem para testar a prontidão e capacidade de resposta das unidades” do exército.

Kiev acusa Moscovo de orquestrar a revolta armada no leste da Ucrânia, onde separatistas pró-russos ocupam há várias semanas diversos edifícios públicos em diferentes cidades.