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Filme "Obediência perfeita" acusa João Paulo II

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Filme "Obediência perfeita" acusa João Paulo II

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O filme mexicano “Obediência perfeita“retrata um caso de abusos sexuais no seio da Igreja Católica. A película conta a história do padre Marcial Maciel falecido em 2008. O religioso mexicano foi acusado de ter abusado de numerosos rapazes, ter mantido relações com duas mulheres e de ter abusado sexualmente de dois dos seis filhos.

Na apresentação do filme na cidade do México, o realizador Luis Urquiza apontou o dedo ao Papa João Paulo II.

“Para mim, o papa é claramente culpado, foi cúmplice. Quando há um genocídio e há um general responsável, se os soldados fazem algo, o general é chamado e julgado. Neste caso o papa João Paulo II não foi julgado. É isso que a Igreja Católica faz, como instituição, claro, porque também há sacerdotes exemplares”.

O caso remonta a 1997. Nove homens acusaram o padre Maciel de abusos sexuais cometidos nos 40 e 50. Entre as vítimas estavam académicos e antigos padres. O Vaticano recebeu o processo. O caso foi arquivado sob ordens de João Paulo II.

“Não creio que estejamos em busca do escândalo ou do ridículo. Estamos a contar uma história e a entrar nas profundezas da personalidade e do subconsciente da personagem. É isso que é interessante para o espetador. Pensamos que o mundo inteiro conhece a história, muita gente leu o relato e esqueceu e o que é horrível é que continua a acontecer. É por isso que o filme é importante”, disse o ator Juan Manuel Bernal.

Em 2006, um ano após a morte de João Paulo II, uma investigação do Vaticano deu como provadas as acusações de abusos sexuais. O papa Bento XVII ordenou que o padre Maciel se retirasse para uma vida de orações e penitência.