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Irlanda do Norte: Republicanos revoltados com a detenção de Gerry Adams

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Irlanda do Norte: Republicanos revoltados com a detenção de Gerry Adams

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Na Irlanda do Norte, a detenção do líder republicano, Gerry Adams, para interrogatório, no âmbito da investigação de um assassinato ocorrido há quatro décadas, reaviva a cólera dos católicos contra a polícia.

A polícia tem até ao fim do dia de domingo para interrogar o líder do Sein Fein e decidir se o acusa ou se o liberta.

O ministro da Justiça da Irlanda do Norte, David Ford, defende a instituição policial afirmando que “não há nenhuma cabala, nem nenhum lado obscuro. Há apenas um serviço de polícia que tenta proteger a sociedade”.

O caso remonta a 1972 quando Jean McConville, mãe de dez filhos, foi sequestrada por um comando do IRA, num bairro católico de Belfast e morta a tiro. O corpo foi encontrado quatro anos depois numa praia e a investigação veio a provar que não se tratava de uma traidora da causa republicana como o IRA suspeitava.

O vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Martin McGuiness, continua a defender publicamente Gerry Adams e insiste na tese da cabala por parte da polícia:

“O lado obscuro da polícia teme-o e teme-nos. É por isso que fazem estas coisas. Mas estamos hoje aqui a apoiar o nosso amigo, o nosso colega, o nosso líder. E estou confiante que Gerry Adams vai voltar a juntar-se a nós para continuar a luta pela liberdade, pela justiça e pela paz”, afirma.

A investigação foi retomada depois de a polícia ter tido acesso aos registos dos investigadores da universidade de Boston, nos quais surgem as declarações de uma antiga ativista do IRA, que designa Gerry Adams como o mandatário do assassinato de Jean McConville.

O Sein Fein fala de motivações políticas. O caso surge em plena campanha para as eleições europeias.