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Ucrânia: Mais de 50 mortos após confrontos em Odessa e Slaviansk

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Ucrânia: Mais de 50 mortos após confrontos em Odessa e Slaviansk

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A violência na Ucrânia teve esta sexta-feira o pior dia desde o sangrento 20 de fevereiro, quando só em Kiev morreram mais de 60 pessoas quando militares, então ainda sob liderança do Presidente Viktor Ianukovich, investiram sobre os manifestantes na Maidan.

Desta feita, em Odessa, junto ao Mar Negro, morreram mais de 40 pessoas e em Slaviansk pelo menos nove. A maioria dos mortos na cidade costeira foi vítima do incêndio que deflagrou num edifício sindical onde se haviam refugiado dos violentos confrontos entre rebeldes separatistas e apoiantes pró-Ucrânia. De acordo com a polícia, pelo menos 38 pessoas terão morrido sufocadas ou vítimas de quedas quando tentavam fugir do prédio em chamas.

Tudo terá começado quando um grupo pro-Ucrânia se dirigia pela tarde para o jogo de futebol entre Chornomorets Odessa e o Metalist Kharkiv e foi atacado por um grupo rival separatista pró-russo. À noite, de acordo com alguns relatos, foi a vez de um grupo pró-Ucrânia atacar um acampamento de militantes separatistas, que terão, então, fugido para o referido edifício, onde viriam a ser atacados com pedras e coquetéis molotov, o que provocou o incêndio.

Testemunhas garantem, porém, que alguns dos agressores, ao se aperceberem do que se estava a passar dentro do edifício, depressa mudaram de atitude e começaram a tentar ajudar as pessoas a fugir das chamas. Muitas não conseguiram.

Em Slaviansk, horas antes, o exército ucraniano deu continuidade à operação antisseparatista e atacou ainda de madrugada pontos estratégicos dos rebeldes pró-russos. Os militares conseguiram tomar o controlo da maior parte dos acessos à cidade, mas não o centro.

Dois helicópteros do exército foram abatidos pelos rebeldes e um terceiro ficou parcialmente destruído. Pelo menos nove pessoas terão morrido em Slaviansk, no leste da Ucrânia.

Um porta-voz do Kremlin apelidou de “criminosa” a operação militar ucraniana no leste do país e garantiu que a mesma terá “efetivamente destruído a última esperança de implementação dos acordos de Genebra”, assinados a 17 de abril entre a Rússia, a Ucrânia, os Estados Unidos e a União Europeia. O governo ucraniano, por outro lado, acusa Moscovo de estar a apoiar financeiramente e com armas as milícias separatistas. Os Estados Unidos e a União Europeia apoiam a operação militar ucraniana.