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Afeganistão: Quatro mil desalojados e mais de 2100 mortos soterrados

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Afeganistão: Quatro mil desalojados e mais de 2100 mortos soterrados

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Acabou a esperança no Afeganistão, nas buscas por mais sobreviventes ao “deslizamento de terras ocorrido sexta-feira no nordeste do país“http://pt.euronews.com/2014/05/03/cerca-de-duas-mil-pessoas-soterradas-no-afeganistao. Cerca de 350 cadáveres foram recuperados. Mais de 2100 pessoas mantêm-se desaparecidas. Cerca de quatro mil ficaram sem casa e é nestas pessoas que as autoridades afegãs e a comunidade internacional parecem estar já a centrar-se esforços para limitar o sofrimento provocado pela tragédia.

O deslizamento de terras atingiu em cheio a aldeia de Aab Bareek, situada numa região montanhosa do distrito de Argo. Aconteceu a dois tempos e o segundo apanhou muita gente desprevenida. Centenas de casas e milhares de pessoas ficaram soterradas, naquela que ameaça tornar-se numa das maiores tragédias naturais do século XXI: uma aldeia soterrada transformada em cemitério natural, uma vala comum para mais de duas mil pessoas.

As fortes chuvas que se têm abatido sobre a província de Badakhshane terão estado na origem da derrocada de terra e lama que atingiu Aab Bareek. O mau tempo foi também um dos principais obstáculos da operação de salvamento que foi colocada em prática de imediato pelas autoridades afegãs, mas que teve de ser, entretanto, suspensa. “Não temos muitos meios nem máquinas para podermos escavar”, lamentou o governador da província, Shah Waliullah Adib, que já coloca os desaparecidos na lista dos mortos, o que eleva o balanço total para quase 2500 vítimas que terão perdido a vida nesta tragédia.

A prioridade tornou-se, assim, a ajuda aos sobreviventes e deslocados. A Unicef já enviou uma equipa para o local. Nações Unidas, União Europeia e Estados Unidos já se mostraram dispostos a ajudar o Afeganistão a lidar com os mais de quatro mil desalojados. Entre os que escaparam, Jaan Mohammad destaca o que está a fazer mais falta: “Neste momento, precisamos de tendas para que nos abrigar da chuva. Cerca de 700 casas estão sob ameaça de inundações e mais deslizamentos de terra. Existem aqui quatro vales que podem fazer água correr na nossa direção e, se ela vier para cá, toda a aldeia vai ficar submergida.”