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Irlanda do Norte: Gerry Adams foi libertado

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Irlanda do Norte: Gerry Adams foi libertado

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Na Irlanda do Norte, o líder do Sinn Fein, Gerry Adams, que se encontrava há quatro dias detido para interrogatório, foi libertado.

O procurador deverá agora decidir se acusa formalmente o dirigente republicano de envolvimento no assassinato de Jean McConville, em 1972, por elementos do IRA.

Na conferência de imprensa à saída da esquadra da polícia, Gerry Adams afirmou: “Gostaria de deixar claro que sou inocente de envolvimento em qualquer conspiração para sequestrar, matar ou enterrar a senhora McConville. Trabalhei com vários outros para reparar esta injustiça”.

O sequestro e assassinato desta mãe de 10 filhos foi um dos crimes mais marcantes dos 30 anos do conflito na Irlanda do Norte.

Adams reiterou o apoio à polícia mas deixou avisos: “Apoio a polícia da Irlanda do Norte. A velha guarda que está contra a mudança – ainda que esteja na liderança das forças policiais, nos elementos do unionismo ou nos grupos auto-proclamados, mas pseudo-republicanos -não pode ganhar”.

O regresso deste “fantasma” do passado voltou a agitar a desconfiança face à polícia, no Ulster. As divisões que marcam a sociedade também voltaram a expressar-se.

A detenção de Gerry Adams foi saudada por uma parte da população da província, nomeadamente familiares de vítimas do IRA e foi contestada pelos católicos republicanos, que acusam a polícia de agir sob motivações políticas.

A detenção ocorreu em plena campanha eleitoral para as eleições europeias.