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Fusão musical voltou a entusiasmar no Festival Balkan Traffik

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Fusão musical voltou a entusiasmar no Festival Balkan Traffik

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A fusão entre sons tradicionais e ritmos modernos vindos do sudeste europeu voltaram a Bruxelas, na oitava edição do Festival Balkan Traffik.

A banda grega Imam Baildi marcou de novo presença depois do sucesso do ano passado do reportório que mistura folk, jazz e rap.

Um dos membros, Lysandros Falireas, explicou à euronews que “posso ouvir pop britânico ou música indie e comover-me, mesmo não sendo britânico”.

“Do mesmo modo, um espetador britânico ou norte-americano pode ouvir música grega e encontrar algo que faz sentido. A música encerra histórias, sensações e atmosferas que são globais, porque todos os países enfrentam situações semelhantes”, acrescentou.

O festival teve lugar de 1 a 4 de Maio, no Centro Cultural Bozar, e além da música inclui outras formas de expressão artística, debates e gastronomia.

A organização tenta inovar e em 2014 trouxe também sons da Ucrânia, que vive uma crise política há seis meses.

O diretor artístico Nicolas Wieers refere que “pela primeira vez no festival, fomos ainda mais para leste, nomeadamente à Ucrânia porque descobrimos a banda Dhaka Bhraka que é verdadeiramente a voz de protesto na praça Maidan”.

O quarteto de Kiev cujo nome significa “dar e receber” participa ativamente neste momento difícil da história do país, ameaçado pelo separatismo da minoria pró-russa.

Um dos membros do grupo diz que “o mais importante para nós é a afirmação da identidade europeia, ocidental. Mas, ao mesmo tempo, não deixamos de traçar o nosso próprio caminho tendo em conta as nossas características geográfica e cultural”.