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Grécia no segundo rang europeu dos jovens desempregados

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Grécia no segundo rang europeu dos jovens desempregados

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Este é o norte da Grécia, Macedónia Ocidental, onde a paisagem é completamente diferente da parte mediterrânica em que os turistas vão à procura do sol. A mina de lignite (uma espécie de carvão) foi, durante muito tempo, o “ganha-pão” dos habitantes.
Symela Touchidou, euronews: “A Macedónia-Ocidental era uma das regiões mais prósperas da Grécia. As reservas de carvão estiveram na origem das fábricas da Public Power Corporation e de milhares de postos de trabalho bem remunerados. Até que tudo parou há 10 anos.”
Em Kozani, capitale regional, encontramos Tasos Sidiropoulos, diretor de programas da Companhia de desenvolvimento da Macedónia Ocidental, que explica porquê:
“Diria que o domínio absoluto do setor da energia, na realidade, esmagou qualquer espírito empresarial importante que pudesse verificar-se na região”.
O declínio económico da região da Macedónia Ocidental propulsou para o desemprego milhares de jovens. É o segundo país das taxas negras, a seguir a Espanha e região de Ceuta. Tem uma taxa de 70%, segundo o barómetro europeu do Eurostat.
Um número impressionante que pesa bastante para os jovens licenciados como Stefanos Stergiou, um engenheiro de som de 24 anos de idade. Como muitos outros, passa o dia à procura de emprego, na internet:
“Estou à procura de emprego há dois anos e meio. Todos os dias venho à net, a todos os sites oficiais e envio o CV para a Grécia e para o estrangeiro. Vou encontrando empregos de curta duração, mais nada, principalmente em bares e sem segurança social.”
Na universidade da região estudam 15 mil alunos que, na maioria, não vão encontrar trabalho. Rafaela está num Mestrado de Arte:
“Como todos os meus colegas estudantes, concorro para dar aulas em tempo parcial, mas sem resultado.
A maioria concorre a colégios privados na Grécia. Mas somos tantos, que mesmo as escolas privadas não podem absorver tão grande número de professores.
Por causa do desemprego, começámos os estudos de segundo e terceiro ciclo. Outros começaram a trabalhar em áreas que não têm nada a ver com o que estudaram”.
Rafaela e outros jovens licenciados na região associaram-se para participarem em programas de intercâmbio, estágios de formação e outras iniciativas que abram mais algumas portas no futuro.