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República Centro Africana: Médicos Sem Fronteiras reduzem atividade no terreno

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República Centro Africana: Médicos Sem Fronteiras reduzem atividade no terreno

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Os Médicos Sem Fronteiras vão reduzir, pelo menos temporariamente, a sua atividade na República Centro Africana, mantém-se a emergência médica.

A decisão foi tomada depois de, a 26 de abril, um ataque ao hospital de Boguila, ter provocado a morte a 22 pessoas, incluindo três membros da organização:

“Nos últimos 12 meses sofremos 115 ataques, em todo o país. Isso força-nos a tomar medidas para evitar que a situação se torne ainda pior e temos de tomar medidas mais drásticas”, explica o Diretor-geral da organização, Arjan Hehenkamp.

Nos últimos 10 dias, no noroeste do país, morreram, pelo menos, 75 pessoas. A crise humanitária agudiza-se com a escassez de alimentos. Nove em cada 10 pessoas, segundo a ONU, não comem sequer uma vez por dia.

Quase um milhão de pessoas, um quarto da população, abandonou as suas casas. Fogem aos saques, linchamentos, assassinatos e violações. Cerca de 2.000 foram mortas.