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Tártaros da Crimeia queixam-se de perseguição

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Tártaros da Crimeia queixam-se de perseguição

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O líder dos tártaros da Crimeia acusa a Rússia de reprimir esta minoria. Mustafa Dzhemilev diz que foi impedido de entrar na Crimeia – a península ucraniana recém-anexada por Moscovo. No fim de semana, tentou fazê-lo duas vezes mas foi impedido, algo que levou cerca de duas mil pessoas a protestarem junto da fronteira.

Em conferência de imprensa em Kiev, esta segunda-feira, Mustafa Dzhemilev declarou que vai fazer o possível para que os protestos sejam “pacíficos e democráticos”. Mas avisou que “se for usada força pelas autoridades de ocupação, pode haver diferentes reações, prevenindo que o parlamento dos tártaros da Crimeia não pode garantir que vai conter os manifestantes”.

Os protestos foram considerados como “extremistas” pela procuradora da região. Nataliya Poklonskaya ordenou a abertura de uma investigação criminal e ameaçou fechar e proibir o Medzhlis – uma espécie de assembleia dos tártaros da Crimeia. “O parlamento dos tártaros da Crimeia, liderado por Refat Chubarov, cometeu ações públicas ilegais e extremistas. Foram acompanhadas por motins, bloqueio de estradas, passagem ilegal da fronteira russa e violência”, disse.

Os tártaros são cerca de 300 mil na Crimeia e opuseram-se à anexação da península pela Rússia. Dentro de duas semanas, assinalam o 18 de maio de 1944, dia da deportação, quando foram expulsos pelas autoridades soviéticas, por alegada colaboração com a Alemanha nazi. Os dirigentes da minoria temem que as autoridades reprimam a manifestação.