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Ucrânia: "Odessa, cidade russa"?

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Ucrânia: "Odessa, cidade russa"?

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Pela unidade da Ucrânia, centenas de pessoas manifestaram-se esta noite em Odessa, a cidade do sul que foi palco de confrontos mortíferos nos últimos dias.

Numa altura em que as autoridades parecem impotentes para conter a violência, o novo chefe da polícia de Odessa garantiu que “aqueles que violaram a lei e cometeram crimes vão ser processados” pela justiça.

Um jovem manifestante afirmou que estava na rua para “proteger os cidadãos dos ativistas pró-russos que querem que Odessa se junte à Federação Russa”.

A tarde de domingo, em Odessa, ficou marcada pelo assalto de cerca de mil separatistas russófilos à sede da polícia, que acabou por libertar mais de seis dezenas de militantes detidos durante os sangrentos confrontos na sexta-feira.

“Odessa, cidade russa”, gritou a turba russófona e a procuradoria acabou por libertar os que participaram nas desordens “por exigência dos manifestantes”, segundo um comunicado policial.

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Iatseniuk, deslocou-se este domingo a Odessa, onde responsabilizou a polícia pelos trágicos eventos de sexta-feira que fizeram mais de 40 mortos: “Se os órgãos de segurança funcionassem, então esses terroristas deveriam ter sido neutralizados”, afirmou, informando que todos os altos responsáveis da polícia de Odessa foram demitidos. Istseniuk garantiu que “a justiça não deixará de encontrar todos os instigadores, todos os organizadores e todos os executantes que, debaixo da liderança russa, conduziram este ataque mortal”.