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Imposto sobre transações financeiras ainda sem "fumo branco"

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Imposto sobre transações financeiras ainda sem "fumo branco"

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Robin Hood em combate de boxe com os banqueiros europeus. A metáfora sobre roubar aos ricos para dar aos pobres foi encenada pela organização não governamental Oxfam, em Bruxelas, a propósito da discussão ministerial (Ecofin) àcerca do imposto sobre as transações financeiras, também conhecido como Taxa Tobin.

A ativista Natalia Afonso diz que “bastaria apenas 15% deste imposto para evitar todos os cortes da austeridade que estão a afetar cinco países, nomeadamente a Grécia, Itália e Espanha, nos últimos três anos. E apenas 5% deste imposto permitiria financiar a contratação de um milhão de enfermeiros para África”.

A correspondente da euronews, Efi Kotsoukosta, realça que “a poucos metros do local, os ministros das Finanças dos 11 países que vão adotar o imposto não conseguiram chegar a acordo sobre como e quando será implementado. A Comissão Europeia estima que possa gerar 35 mil milhões de euros por ano”.

Entre estes 11 países está Portugal, que deverá usar a receita para cobrir o défice orçamental.

Entre os maiores impulsionadores do imposto sobre ações e derivados estão a Alemanha e a França.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou que “gostaríamos de ter um acordo político como primeiro passo. Se essa etapa for concluída, a 1 de janeiro de 2016 o imposto poderá entrar em vigor. É uma meta ambiciosa, mas serve para manter vivo o debate e a pressão para criar este imposto sobre operações financeiras”.

Devido ao seu grande mercado financeiro, o Reino Unido tenta combater este imposto, mas o Tribunal de Justiça da União Europeia rejeitou, na semana passada, o recurso que o país apresentou para o travar.