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Mineiros não desistem da greve na África do Sul

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Mineiros não desistem da greve na África do Sul

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O braço-de-ferro entre as minas de platina e os trabalhadores promete continuar na África do Sul. Esta segunda-feira, o principal sindicato rejeitou a oferta dos empregadores e fez saber que o salário ganho pela maior parte dos mineiros negros corresponde ao que ganhavam os trabalhadores brancos em 1987.

Em vésperas das legislativas de quarta-feira, o presidente sul-africano apelou ao fim da paralisação que dura há quase quatro meses. Jacob Zuma disse que “tanto os empregadores como os trabalhadores devem saber que há um limite para a greve, um limite para um conflito, que não pode durar para sempre”, acrescentando ter-lhes dito para “serem responsáveis”.

Zuma alertou os sindicalistas para o risco de se perderem muitos postos de trabalho, numa altura em que a taxa de desemprego chegou aos 25 por cento.

Há cerca de 80 mil grevistas e a paralisação custou mais de mil milhões de euros às empresas e 500 milhões aos funcionários. Sem contar diversos incidentes, como casas e carros incendiados e um centro comercial pilhado.