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Odessa começa a enterrar os mortos

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Odessa começa a enterrar os mortos

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Muitos cravos vermelhos em Odessa, que começou a enterrar os mais de quarenta mortos, a maioria russófilos, em resultado dos violentos confrontos de sexta-feira. Entretanto, o governo de Kiev mobilizou forças especiais da polícia para a cidade portuária do sudoeste da Ucrânia, nas margens do Mar Negro, uma forma de tentar deter um avanço dos separatistas para oeste.

“Só temos uma vida, por isso não devemos matar-nos uns aos outros”, afirma um residente durante as cerimónias fúnebres de um político pró-russo. Outra habitante sente estar a enterrar “um amigo do peito”. Há também quem não poupe críticas e tenha receio do poder em Kiev.

Tal como no sul, no leste da Ucrânia, em Kramatorsk, assistiu-se ao funeral de uma jovem enfermeira voluntária que foi morta durante um assalto do exército ucraniano.

Os pró-russos acusam o que classificam de governo “fascista” em Kiev, de enviar missões “punitivas” de paramilitares do Setor Direita para “suprimir a dissidência” no leste da Ucrânia.

Esta segunda-feira à noite, o comandante militar da NATO na Europa disse já não acreditar que o exército russo vá invadir o leste da Ucrânia. O general norte-americano Philip Breedlove considera que “o que vimos na Crimeia está a ser replicado no leste”, afirmando que existem forças especiais russas a trabalhar com os separatistas.