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África do Sul: Mais de 25 milhões de eleitores chamados a escolher parlamento

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África do Sul: Mais de 25 milhões de eleitores chamados a escolher parlamento

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Na África do Sul, as imagens aéreas mostram longas filas de eleitores à espera para votar. As urnas abriram às 8 da manhã locais, 7 em Lisboa. Os mais de 25 milhões de sul-africanos escolhem esta quarta-feira os representantes no parlamento bicameral do país.

Um país que há 20 anos mudou com o fim do “apartheid”.
Aliás, nestas eleições vão votar, pela primeira vez, sul-africanos que nasceram “em liberdade multirracial”.

As últimas sondagens não apontam para grandes mudanças. O presidente Jacob Zuma do ANC deve continuar à frente dos destinos do país. O partido tem ganho todas as eleições desde 1994.

Uma das grandes novidades é a participação dos Lutadores da Liberdade Económica, do antigo líder da juventude do ANC Julius Malema. Um partido de esquerda que defende a nacionalização, por exemplo, do importante setor mineiro do país.

O principal partido da oposição, a Aliança Democrática (AD), liderado por Helen Zille, pode chegar aos 22% dos votos

O último presidente da África do Sul antes do fim do “apartheid”, Frederik Willem De Klerk, em declarações feitas esta quarta-feira, lembrou que “um dos sucessos da nova África do Sul, é o facto de todos se entenderem. O Prémio Nobel da Paz acredita que há muito menos tensões raciais e entre grupos étnicos do que aparece na televisão e é transmitido pelos líderes políticos”.

Nestas eleições, têm sido debatidos também os graves problemas de desemprego que se registam no país, o elevado nível de pobreza e da corrupção. De qualquer forma, não está prevista nenhuma mudança na cor política do governo.