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A chegada de Napoleão à ilha de Elba

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A chegada de Napoleão à ilha de Elba

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Há duzentos anos, o imperador Napoleão Bonaparte chegava à ilha de Elba, no arquipélago toscano, para o seu primeiro exílio.

No último fim-de-semana, centenas de figurantes vindos de várias partes da Europa encenaram o dia da chegada do imperador.

Durante a estadia na ilha, Napoleão teve direito a alguns privilégios, nomeadamente a uma escolta de 400 militares.

Situada entre a Córsega e a Toscana, a ilha de Elba tem uma superfície de 224 km2.

No século XIX, os fortes de Stella e Falcone eram os elementos centrais do sistema de defesa da costa.

O imperador de 44 anos ficou alojado no Palácio de Mulini.

“Para fazer uma reconstituição autêntica é preciso conhecer as regras militares da época, o que implica um trabalho de pesquisa longo e difícil. Depois é preciso incarnar essa realidade. Chegamos aqui em calças de ganga com o telemóvel na mão e é preciso voltar duzentos anos atrás e entrar na pele das personagens e desempenhar o papéis, disse o irlandês Paul Casanova, um dos figurantes.

No dia 1 de Junho de 1814, Napoleão recebeu a visita da irmã, a princesa Pauline. Ela ia a caminho de Napóles, ficou dois dias na ilha e prometeu voltar. Napoleão deu-lhe os aposentos da esposa Maria-Luísa que tinha regressado à Áustria e nunca viria a Elba.

“Elas (as mulheres) tiveram um papel muito importante porque atenuaram o exílio. A mãe dele veio logo e Pauline chegou a 1 de junho. Em Agosto, a amiga polaca Marie Waleska e o filho Alexandre encontraram-se com o imperador na Madona del Monte onde Napoleão se tinha instalado para evitar o calor intenso da parte baixa da ilha”, disse a especialista italiana Gloria Peria.

Como residência de férias, o imperador escolheu um casa rodeada de vinhas no monte San Martino, com vista sobre o golfo de Portoferraio.

No fresco pintado no teto da sala, estão representadas duas pombas, símbolo da separação de Napoleão e Maria Luísa.

Apesar da curta estadia, o imperador deixou boas recordações aos habitantes da ilha. Durante os onze meses de residência em Elba, ele mandou construir estradas e escolas.

O pintor Luciano Regoli pintou um quadro para representar a relação especial entre Napoleão e a ilha de Elba.

“Os modelos da tela são pessoas de Portoferraio e são todos amigos meus”, contou o artista.