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BCE mantém taxas de juro, aberto a agir em junho

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BCE mantém taxas de juro, aberto a agir em junho

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O Banco Central Europeu (BCE) optou por conservar as taxas de juro da Zona Euro, uma decisão anunciada esta quinta-feira em Bruxelas.

A autoridade monetária europeia mantém em 0,25% a principal taxa, resistindo assim às pressões que pediam medidas contra o abrandamento acentuado da inflação.

O presidente do BCE reconheceu que a força do euro e a baixa inflação constituem uma razão séria de preocupação.
“É verdade que a retoma está a processar-se, mas lentamente e num ritmo bastante modesto”, disse Mario Draghi, “acrescentando que “O Conselho de Governadores está aberto a agir na próxima vez, mas antes queremos conhecer as projeções das nossas equipas, no início de junho”

A taxa mantém-se em níveis históricos desde novembro de 2013.
A decisão do BCE refletiu-se de imediato no mercado, com o euro a subir esta quinta-feira ao nível mais alto desde o fim de outubro de 2011 – a 1,3993 dólares.

Os analistas alertam que uma moeda europeia forte torna a zona euro menos competitiva, o que poderia colocar em risco a recuperação económica da zona euro, se o euro viesse a reforçar-se por um período prolongado.

Em maio, a Comissão Europeia manteve inalterada a previsão do crescimento para 2014, a 1,2%, esperando uma inflação de 0,8%.

Mario Draghi frisou que “A Espanha, a Grécia, Portugal e a Irlanda fizeram muitas reformas estruturais, e hoje são visíveis sinais claros de retoma”.

Lembrando que em Portugal a taxa de desemprego desceu dois pontos percentuais no último ano, o presidente do BCE considerou que os esforços – que ,reconheceu, “foram tão dolorosos e durante tanto tempo”, “estão agora a produzir alguns resultados positivos”.