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Fanáticos põem em risco desenvolvimento na Nigéria; meninas sofrem o horror

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Fanáticos põem em risco desenvolvimento na Nigéria; meninas sofrem o horror

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A escola onde foram raptadas 223 meninas no dia 24 de abril ficou em ruínas. Os terroristas do Boko Haram queimam tudo à sua passagem. Boko Haram, figurativamente quer dizer “a educação ocidental ou não-islâmica é um pecado”. Naquele dia, algumas meninas como Armina, conseguiram escapar:
“Pensámos que eram soldados. Pediram-nos para subir para um camião. Mas eu e as minhas amigas saltámos e corremos para casa, porque nos demos conta de que não nos olhavam com ar inocente”.
Realmente, estes islâmicos radicais são tudo menos inocentes para a população em geral e para as mulheres em particular. O chefe, Abubakar Shekau, é um terrorista particularmente perigoso.
Abubakar Shekau, líder do Boko Haram:
“Eu fui buscar as raparigas para elas se casarem. Somos contra a educação ocidental e por isso ordeno que acabem com a educação ocidental. Repito que peguei nas raparigas e vou vendê-las para se casarem”.
O grupo apareceu em 2002 e tornou-se especialmente ativo a partir de 2009, semeando o terror na Nigéria. Considera-se filiado na doutrina talibã do Afeganistão, mistura obscurantismo e magia negra, os membros parecem permanentemente drogados e têm uma obssessão: a educação das meninas.
O fundador do movimento, Mohammed Yusuf, formado na Arábia Saudita, ficou conhecido pelos discursos de intolerância em relação ao Islão moderado. Foi preso e fuzilado em 2009. Depois da sua execução, estes terroristas apostarm em novas técnicas para acabar com a democratização do país, chegando a vestir-se de soldados para parar o tráfego e executar os automobilistas na estrada.
Os massacres multiplicam-se, 43 ataques e mortes em série, entre junho de 2013 e abril de 2014. Inúmeras vítimas são crianças: 42 meninos foram massacrados em julho de 2013 e 40 jovens do liceu em dezembro… e a lista continua. Os terroristas querem impôr as madrassas para os rapazes e acabar com as escolas em geral.
Mensagem gravada por Shekau, em julho de 2013, em que vê nitidamente que a mão abana anormalmente e que o ódio está estampado no rosto:
“Apoiamos todos os ataques às escolas de educação ocidental, prometemos queimá-las todas, porque não pregam o nosso Deus e os nossos profetas. Estabeleceram lutar contra o Islão”.
A educação das meninas é a arma mais eficaz contra o extremismo religioso. Estes defensores da sharia, pura e dura, sabem-no bem. Por 12 dólares, preço de venda de cada menina, sacrificam o futuro da Nigéria no altar do fanatismo.