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Mobilização internacional pelas jovens sequestradas na Nigéria

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Mobilização internacional pelas jovens sequestradas na Nigéria

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Quase um mês depois de mais de 200 jovens terem sido raptadas de uma escola na Nigéria pelo grupo extremista Boko Haram, o mundo mobiliza-se.
Estados Unidos, China, Inglaterra e França já anunciaram que vão participar na libertação das estudantes. Agora, várias figuras públicas juntaram-se ao movimento. A primeira-dama norte-americana publicou na rede social Twitter uma fotografia de apelo: “tragam as nossas meninas de volta”.

Malala Yousafzai, a jovem militante paquistanesa que sobreviveu a um ataque talibã, disse que as mais de 200 jovens raptadas na nigéria são como suas “irmãs”. Malala criticou o grupo islamita Boko Haram: garante que não compreendem o Islão e não estudaram o Alcorão.

Do mundo do espétaculo também surgem manifestação de apoio às estudantes nigerianas. A atriz Angelina Jolie considerou este ato uma atrocidade: “estou absolutamente enojada com tudo isto e, sobretudo, com o facto de que as jovens, neste momento, podem estar a ser aterrorizadas, abusadas e vendidas. E não é só porque os terroristas defendem que as meninas não têm direito a educação, o que é absolutamente errado, é terrivel. É claro que têm esse direto, é muito importante para as jovens. Mas agora são tratadas como objetos, vão ser violadas…e se o mundo não fizer nada, vão continuar a fazer a mesma coisa e abre-se um precedente horrível”.

Da comunidade muçulmana têm surgido vozes de condenação a este ato. A prestigiada universidade islâmica de Al-Azhar, no Cairo garantiu que qualquer agressão às adolescentes é “completamente contrária aos ensinamentos do Islão” e pediu a “libertação imediata”.