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Países europeus discutem combate a recrutamento de "jihadistas"

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Países europeus discutem combate a recrutamento de "jihadistas"

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Em nome do combate ao fenómeno dos chamados “cidadãos jihadistas”, representantes de nove estados europeus e de países chave na concretização desse processo como os Estados Unidos, Turquia, Marrocos e Tunísia,reuniram-se em Bruxelas.

Juntos debateram medidas preventivas do problema crescente de jovens que rumam a nações como a Síria, se radicalizam, e regressam ao velho continente ao serviço de ideais terroristas.

“Existem jovens à procura de uma aventura. É um pouco triste dizê-lo, mas devem ter esgotado as alegrias dos videojogos na internet e julgam que travar guerras é excitante”, alertou Gilles de Kerchove, coordenador da luta antiterrorista da União Europeia.

As medidas operacionais em cima da mesa ficam para já confinadas às paredes da sala de reunião de forma a assegurar um combate mais eficiente ao problema.

“O nosso objetivo é assegurar que todos os meios jurídicos operacionais sejam mobilizados para identificar os setores da jihad em todos os aspetos das atividades deles”, explica o ministro francês do Interior, Bernanrd Cazeneuve.

A homóloga belga, Joëlle Milquet, acrescenta: “Estou contente de perceber que os nossos serviços cooperam cada vez mais.Trocamos boas práticas e na base da informação trocada criamos programas nacionais que são cada vez mais ambiciosos e eficazes.”

A reunião desta quinta-feira para discutir o problema foi a quarta desde junho de 2013. A novidade é a inclusão de países do sul mediterrânico e da Turquia, uma plataforma de acesso privilegiado na rota para a Síria.