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Nigéria: Exército nega acusações de negligenciar sequestro de alunas

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Nigéria: Exército nega acusações de negligenciar sequestro de alunas

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O porta-voz do exército nigeriano, Chris Olukolade, diz que não passam de “rumores” as acusações da Amnistia Internacional, que indicam que os militares nada fizeram para travar o ataque do grupo islâmico Boko Haram.

De acordo com a organização, o sequestro de mais de 200 alunas de uma escola secundária poderia não ter acontecido.

“Recebemos informação credível de inúmeras fontes na Nigéria lembrando que o exército recebeu atempadamente alertas de que o grupo Boko Haram estava prestes a atacar a escola em Chibok e que o rapto de mais de 200 alunas podia ter sido evitado. Foram avisados de que esta escola se encontrava sob ameaça e nada foi feito para salvar estas raparigas”, explicou Susanna Flood, porta-voz da Amnistia Internacional.

Em comunicado, a organização ressalva que o exército não conseguiu reunir as tropas necessárias para deter o ataque “devido aos fracos recursos de que dispõe e ao medo de enfrentar os grupos armados [islâmicos], muitas vezes mais bem equipados”.

O slogan “devolvam-nos as nossas meninas” transformou-se rapidamente numa campanha pela liberdade, envolvendo personalidades de todo o mundo.

A atriz Angelina Jolie tornou-se num dos rostos da indignação internacional: “Estes homens sentiram que podiam escapar e que podem abusar de mulheres de tal forma, vendê-las, violá-las, tomá-las como propriedade. Por causa de tantas pessoas terem escapado no passado, por causa desta cultura de impunidade estamos a trabalhar arduamente não só para trazer estas raparigas de volta a casa, mas também para assegurar que isto deixa de acontecer.”

O tempo é ouro, até porque as jovens sequestradas são frequentemente submetidas a casamentos forçados, além de serem violadas para que permaneçam obedientes aos “novos mestres”.