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Ocidente reage aos raptos na Nigéria

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Ocidente reage aos raptos na Nigéria

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A mobilização da comunidade nigeriana nos Estados Unidos acabou por ter efeitos positivos . O rapto das estudantes na Nigéria pelos terroristas do Boko Haram não caiu na indiferença. A TVE faz a reportagem:

Manifestaram-se nas ruas da Nigéria durante dias para, como diz o cartaz, ninguém poder roubar os sonhos de mais de 200 (276) jovens raptadas. Mas a comunidade internacional só agora se manifesta.

Em lágrimas, um dos manifestantes explica que as filhas não vão regressar, e uma geração ficou perdida para o futuro.

A China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, propuseram ajuda para encontrar as meninas.
Obama disse: “É uma situação terrível”.
O primeiro-ministro britânico fala de um ato de pura maldade: “não é um problema apenas da Nigéria, é um problema global”, disse.
Personalidades da política, do desporto, do cinema, mobilizaram-se nas redes sociais para que as estudantes sejam libertadas.
Angelina Jolie: “E extremamente importante encontrar as meninas e levar os raptores a julgamento”.
As autoridades da Nigéria oferecem uma recompensa de mais de 200 mil euros a quem fornecer uma pista credível sobre o local onde se encontram as estudantes.
Foram ratadas há três semanas pelos radicais islâmicos do Boko Haram, que significa que “a educação ocidental é um pecado”.
“Atualmente é o grupo salafista, terrorista, mais sanguinário entre os que agem no continente africano”.
Desde 2014, o Boko Haram assassinou 1500 pessoas. No último atentado num mercado provocou 200 mortos.

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Os Estados Unidos ofereceram, em primeiro lugar, ajuda às autoridades nigerianas para encontrar as meninas. A brutalidade do sequestro ultrapassa as fronteiras do país africano, por isso a mobilização não pode vacilar, é também a opinião da RAI 2.

“Tragam-nos as nossas meninas” Palavras que correm mundo. As jovens são as mais de 200 sequestradas na Nigéria, dos dormitórios da escola, em abril.
O rapto, reivindicado pelo grupo radical islâmico Boko Haram, provocou a reação, inicialmente lenta, e depois determinada, da opinião pública internacional.
Michele Obama mobilizou-se e escreveu centenas de milhares de tweets que relançaram o protesto de África na América e na Europa.
As manifestações em frente das escolas e das embaixadas levaram à mobilização dos Estados:
Washington, Paris, Londres e Pequim anunciaram que vão ajudar com os satélites, investigadores e tropas especiais, polícia que ajude os soldados nigerianos a encontrar as meninas.
O ministro Mogarini de Itália propõe uma coordenação europeia para conseguir resultados.
A violência do Boko Haram prossegue: ontem uma aldeia junto à fronteira com os Camarões foi atacada e mortas mais 300 pessoas.
O grupo reivindica o rapto das estudantes e anuncia:
“Vamos vendê-las como escravas por alguns dólares”.
“As meninas são minhas irmãs”, diz Malala, a jovem paquistanesa que os talibãs tentaram matar por ela querer ir à escola, “e os que as raptaram nem conhecem o Islão”.

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Em Chibok, a aldeia de onde levaram as 200 meninas, as mães estão inconsoláveis e juntaram-se para pedir às autoridades para empregarem mais meios para as encontrar. O tempo aperta, salienta a RTP.

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Uma enorme responsabilidade pesa sobre o presidente Goodluck Jonathan para encontrar as jovens sãs e salvas; duas já morreram. Depois dos Estados Unidos, o Reino Unido e a França, a China prometeu ajuda. France 3:

Mobilizaram-se, de novo, na capital nigeriana. Mais 11 meninas raptadas na aldeia. Desde 14 de abril, foram raptadas 200 meninas pelo grupo armado Boko Haram.
“O que queremos”, cantam as mulheres, “é que nos tragam as nossas filhas”. Chocadas mas unidas, as famílias das vítimas e a população em geral, pressionam o exército, acusado de neglicenciar a situação.
“Os nossos dirigentes têm de fazer amis, sabemos que agem, mas tem de ser melhor para as nossas irmãs regressarem”.
Face ao terror da seita Boko Haram no país, o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, pediu a ajuda dos Estados Unidos, onde a comunidade nigeriana está muito arreigada.
Uma equipa americana de militares e peritos vai para a Nigéria, confirmou o presidente Obama:
“Eles matam as pessoas selvaticamente, há muitos anos. Já tentámos cooperar com os nigerianos, este rapto pode constituir a ocasião de mobilizar a comunidade internacional, para fazer algo contra esta organização terrível que perpeta estes atos”.
São muitos anos de terror, que já se saldaram na morte de quatro mil pessoas em quatro anos e no encerramento das escolas onde o Boko Haram concentrou os últimos ataques.
No dia 14 de abril, mais de 200 raparigas foram raptadas por terroristas do estabelecimento escolar no nordeste do país. As salas foram incendiadas, mas 53 meninas conseguiram fugir.
No vídeo do líder da seita, não só o rapto foi reivindicado como ficou selado o destino da venda das meninas nos mercados para serem casadas à força.
A ajuda americana será bem vinda, provavelmente uma ocasião para erradicar o movimento que figura na lista das organizações terroristas publicada anualmente.