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Venezuela: Confrontos matam um polícia e Banderas critica Maduro

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Venezuela: Confrontos matam um polícia e Banderas critica Maduro

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Um agente da polícia, de 27 anos, morreu esta quinta-feira, em Caracas, na Venezuela, vítima de um ferimento de bala sofrido em mais uma onda de violentos confrontos entre as autoridades e manifestantes. A morte do polícia eleva para 42 o número de vitimas mortais em sequência dos protestos antigoverno recorrentes na Venezuela desde o início de fevereiro, os quais já provocaram também mais de 800 feridos.

Os confrontos desta quinta-feira, do qual resultaram ainda outros quatro feridos, surgiram em consequência de uma investida conjunta da Guarda Nacional Bolivariana e da Polícia Nacional Bolivariana para desmantelar dois acampamentos de manifestantes antigoverno localizados no município de Chacao, no leste da capital venezuelana. Na operação levada a cabo por cerca 900 agentes e que se prolongou ainda mais dois acampamentos de manifestantes, acabaram detidas 243 pessoas, incluindo alguns menores, tendo sido encontrados na posse dos manifestantes armas, explosivos, droga e dinheiro.

O Presidente Nicolás Maduro, através da televisão, confirmou a morte do agente da polícia, “assassinado vilmente quando se encontrava a limpar os escombros dos desordeiros violentos”. “Já foram iniciadas as investigações para descobrir o responsável e estejam seguros de que o vamos capturar”, prometeu o sucessor de Hugo Chávez.

À margem dos confrontos na Venezuela e pela primeira vez de visita a Lima, capital do Perú, Antonio Banderas colocou-se também esta quinta-feira ao lado dos venezuelanos que contestam Nicolás Maduro. O ator espanhol, de 53 anos, admitiu não poder apoiar “um regime que está equivocado nem apoiar um governo que censura as liberdades individuais e a liberdade de imprensa.”