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Sudão do Sul: Presidente e líder dos rebeldes assinam novo cessar-fogo

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Sudão do Sul: Presidente e líder dos rebeldes assinam novo cessar-fogo

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Foi assinado esta sexta-feira à noite um novo cessar-fogo no Sudão do Sul. Depois de umas primeiras tréguas negociadas sem sucesso em janeiro, desta feita a forte pressão internacional, receosa de um novo “caso Ruanda”, e a mediação da Etiópia podem ter ajudado a que o Presidente Salva Kir e o líder dos rebeldes Riek Machar enterrem em definitivo o machado de guerra de um conflito de contornos étnicos que, desde dezembro, já fez mais milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados.

Foi a primeira vez que os dois rivais, ambos cristãos, mas de etnias distintas (Kiir pertence aos Dink e Machar aos Nuer), estiveram frente a frente desde que começou há cinco meses a escalada de violência no Sudão do Sul. Para lá do cessar-fogo, o acordo estabelecido prevê também a formação de um governo de transição para o país, que tem previstas eleições em 2015.

Os dois rivais resistiram a um aperto de mão, no momento em que trocaram as pastas do acordo diante das câmaras, mas a verdade é que ambas as assinaturas estão no papel e os dois lados têm agora 24 horas – ou seja, até ao final deste sábado – para implementar o cessar-fogo no país.

Salva Kir promete cumprir o estipulado: “Quero assegurar-vos de que eu, o meu partido e o exército que chefio vamos implementar este acordo sem qualquer falha.”

Assinado no palácio presidencial de Adis Abeba, na Etiópia, o cessar-fogo foi saudado de pronto pelo secretário de Estado norte-americano. “O acordo de hoje (sexta-feira) para parar imediatamente os combates no Sudão do Sul e para negociar um governo de transição pode representar um avanço sem precedentes para o futuro do país”, afirmou John Kerry, em comunicado.

O cessar-fogo no Sudão do Sul foi assinado pouco mais de três semanas após o violento ataque de um grupo armado, que massacrou centenas de homens, mulheres e crianças naquele país africano.