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Ucrânia: Dia sangrento em Mariupol levanta preocupações

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Ucrânia: Dia sangrento em Mariupol levanta preocupações

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O dia era de festa para as antigas repúblicas soviéticas, que celebravam esta sexta-feira os 69 anos sobre a libertação da ocupação nazi e o final da II Guerra Mundial. Mas no sul da Ucrânia a celebração não mereceu tréguas e registaram-se confrontos sangrentos entre militares ucranianos e rebeldes separatistas.

Pelo menos vinte mortos foi o balanço divulgado pelo ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, ao falar na própria página de Facebook sobre a operação levada a cabo em Mariupol. Os militares ucranianos intervieram naquela cidade costeira para recuperar o controlo da principal esquadra da polícia local, que havia sido tomada por um grupo armado, o qual Avakov alegou ser composto por “cerca de 60 homens equipados com armas automáticas.

O confronto entre os militares, que entraram na cidade apoiados por veículos blindados, e os rebeldes degenerou num incêndio que praticamente destruiu o edifício da polícia. Os avultados danos terão sido provocados sobretudo pelo uso de armamento pesado, como contou à euronews uma testemunha, expressando-se em russo e mantendo a cara tapada diante da câmara, enquanto segurava alguns cartuchos de balas recuperados do chão: “Houve um tiroteio e depois vieram os tanques. Foram disparadas armas de calibre 7.62 e maiores. Também encontrámos balas de 5.56 , o calibre oficial das utilizadas pela NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).”

A operação desta sexta-feira em Mariupol mostrou a determinação dos militares ucranianos em tentar repor a normalidade no país, que a 25 de maio tem previsto abrir as urnas para escolher pela via democrática um novo Presidente. Mas os rebeldes não recuam e o correspondente da euronews na Ucrânia, Sergio Cantone, mostra-se pessimista.

“O antagonismo no sudeste da Ucrânia está quase a tornar-se numa Guerra Civil. Está em curso uma luta intensa que vai certamente influenciar, e muito, as eleições presidenciais de 25 de maio e não só o referendo deste domingo, 11 de maio”, afirma o jornalista da euronews.